Atualizado 03/07/2018

Focos do Aedes aegypti crescem 48,4% em SC e 73 municípios são considerados infestados

Mosquito é transmissor de doenças como dengue, febre chikungunya e vírus da zika.

O número de focos do mosquito Aedes aegypti em Santa Catarina entre 31 de dezembro de 2017 e 23 de junho de 2018 aumentou 48,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, passando de 7.761 em 135 municípios para 11.515 em 150 municípios. Os dados são de boletim da Diretoria de Vigilância Epidemiológica do estado (Dive-SC).

No total, 73 municípios são considerados infestados, crescimento de 21,7% em relação a esse período em 2017, quando eram 60 municípios nessa condição. O mosquito é transmissor de doenças como dengue, febre chikungunya e vírus da zika.

A Dive-SC informou que aumento do número de focos está associado ao Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), no qual foi feita a coleta de larvas para o conhecimento do Índice de Infestação Predial (IIP).

Veja na tabela abaixo a relação de municípios catarinenses considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti:

Municípios de SC considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti (Foto: Divulgação/Dive-SC)

Municípios de SC considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti (Foto: Divulgação/Dive-SC)

Municípios de SC considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti (Foto: Divulgação/Dive-SC)

 

Dengue

Entre 31 de dezembro de 2017 e 23 de junho deste ano, foram notificados 1.140 casos de dengue no estado, sendo 45 confirmados, contra 10 no mesmo período do ano passado. Setenta e quatro estão inconclusivos, 951 foram descartados e 70 estão sob investigação.

Dos casos confirmados este ano, 29 são autóctones (com transmissão dentro do estado), 26 com Local Provável de Infecção (LPI) em Itapema e 3 com LPI em Balneário Camboriú, sendo 25 residentes em Itapema e 04 residentes em Balneário Camboriú.

Os 08 casos com transmissão fora do estado moram nos municípios de Biguaçu (01), Canoinhas (01), Florianópolis (01), Itajaí (01), Joinville (03) e São José (01), sendo que os locais prováveis de infecção são os estados de Mato Grosso do Sul, Bahia, Distrito Federal, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Paraíba.

Febre chikungunya

Foram notificados 232 casos no estado, sendo 8 confirmados, 181 descartados e 43 em investigação. Dos que tiveram confirmação, 5 foram transmitidos fora do estado. Três são autóctones (transmitidos dentro do estado), de moradores de Cunha Porã (2) e São Miguel do Oeste (1).

Na comparação com o mesmo período de 2017, foram notificados 232 casos e, em relação aos casos confirmados, foram 26 importados e nenhum autóctone.

 

Vírus da zika

 

Foram notificados 51 casos de vírus da zika, sendo 44 descartados, 2 suspeitos e 4 inconclusivos. Um caso foi confirmado e seria importado - o paciente mora em Piratuba e teria contraído em Mato Grosso.

Houve queda de 16% na notificação de casos em comparação com o mesmo período de 2017, quando foram 61 registros.

Fonte: G1
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