Atualizado 29/11/2017

Obras artísticas homenageiam vítimas do acidente da Chapecoense

A imagem dos campeões da Sul-Americana de 2016, que andavam meio sumidas em virtude do trauma causado pelo acidente aéreo ocorrido há um ano

Paulo Consentino, santista que mora em Barcelona, está presenteando a Chapecoense com sua obra de um gol eternizado Foto: Tarla Wolski / especial
Paulo Consentino, santista que mora em Barcelona, está presenteando a Chapecoense com sua obra de um gol eternizado Foto: Tarla Wolski / especial

A imagem dos campeões da Sul-Americana de 2016, que andavam meio sumidas em virtude do trauma causado pelo acidente aéreo ocorrido há um ano, na Colômbia, serão eternizadas nos arredores da Arena Condá graças à iniciativas do clube e também de artistas.

De alguma forma aqueles que deram tanta alegria para a torcida da  Chapecoense estarão presentes novamente nos jogos.

O artista paulista Paulo Consentino, que mora em Barcelona, começou nesta segunda-feira a pintar um mural de quase 500 metros quadrados, na parede Oeste da Ala Norte da Arena Condá, na esquina das ruas Floriano Peixoto e Índio Condá.

Natural de Santos-SP e torcedor do Peixe, o artista ficou tocado pelo acidente ocorrido no ano passado e fez um mural em Barcelona para dar força ao zagueiro Neto, um dos seis sobreviventes e que jogou no time paulista.

Nesta segunda-feira ele reencontrou o zagueiro em Chapecó. Contanto apenas com recursos de seu patrocinador, uma empresa de tintas, ele pediu autorização para pintar sua obra “Um gol para a eternidade”. 

- É um exercício poético de um gol do título na Arena Condá, o escolhido foi o Ananias que foi o que marcou o último gol do time na Sul-Americana – disse Consentino.

Ele explicou que o time titular estará flutuando na parede e a jogada do gol vai em direção ao campo. Abaixo, imagem dos reservas e do técnico Caio Jr.

Consentino faz pinturas com o objetivo de preservar a história do futebol, como por exemplo um trabalho no CT Rei Pelé, do Santos. A expectativa é concluir o trabalho até o dia 8 de dezembro.

- Esse é uma homenagem e um presente para Chapecó de quem ama o futebol – disse Consentino.

 Obras de artistas em homenagem a Chapecoense , na foto Digo Cardoso durante a pintura do mural na Arena Condá.

Digo Cardoso fará painel de 66 metros com rostos de 63 vítimas do acidenteFoto: Tarla Wolski / especial

Outra obra em homenagem às vítimas brasileiras foi encomendada pela Chapecoense para o artista local Digo Cardoso. Ele vai iniciar nesta terça-feira a grafitagem no muro do estacionamento do Centro de Eventos, ao lado da Arena Condá, onde a torcida recepcionava os jogadores antes dos jogos decisivos.

São 63 rostos num muro de 66 metros de comprimento. Apenas a família de Mário Sérgio não autorizou a imagem. Cada família recebeu um retrato em MDF.

- Cada família ficou com um pedaço do painel, para mim é uma honra ser escolhido para representar esse momento, é muito emocionante, esse painel representa tudo o que aconteceu, as homenagens e também as amizades que surgiram após a tragédia – destacou Digo, que esteve na Colômbia fazendo um painel no estádio do Nacional de Medellín, o Atanasio Girardot.

O clube também está montando um painel com fotos das pessoas envolvidas com a agremiação, entre elas jogadores, dirigentes, comissão técnica e funcionários. Esse painel será no corredor de acesso da Ala Sul aos vestiários, embaixo da Ala Leste.

Há imagens dos ex-diretores Cadu e Mauro Stumpf no escritório, Neto comemorando um gol, Sandro Pallaoro comemorando uma conquista e do título do Catarinense do ano passado. Um sistema de som tocará o famoso “vamos, vamos, Chape”. Também serão colocadas frases nos pilares. Esse corredor será aberto para a torcida nesta quarta-feira, quando a tragédia completa um ano.

- Criamos um espaço especial para os atletas, dirigentes e colaboradores da Chape que deixaram saudades naquele dia 29- disse o diretor de marketing do clube, João David De Nes.

Nesta terça-feira também haverá uma celebração. À meia-noite uma procissão luminosa sairá da Arena Condá até a Catedral Santo Antônio. À 1h15, horário do acidente, soará o sino da Catedral. Depois inicia a vigília eucarística até o horário da missa, às 18h30 de quarta-feira. A Arena Condá também estará aberta para homenagens, na Ala Leste, onde será montada uma capela.  São lembranças de tristeza e de alegria de pessoas que ajudaram a transformar a Chapecoense no que ela é atualmente e por isso merecem ser homenageadas.

Fonte: Diário Catarinense
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